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Festa litúrgica de Santa Helena, a mulher que encontrou a cruz de Cristo

A santa de hoje era mãe do imperador Constantino Magno

Atualizada em 18/08/2021 às 06:00


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Estátua de Santa Helena na Basílica de São Pedro, em Roma | Fonte: Pixabay

Flávia Júlia Helena, popularmente conhecida como Santa Helena de Constantinopla, segundo a tradição, nasceu em 255, em Bitínia, atual Turquia. Pertencia a uma família de plebeus. É a mãe do imperador Constantino Magno e a mulher que encontrou a cruz de Cristo em Jerusalém.

 

Vida adulta

 

Santa Helena casou-se com o militar, Constâncio Cloro e deu à luz a Constantino no ano de 285, mas em pouco tempo seu esposo separou-se dela para obter novos cargos no império romano. O pai de Constantino, casou-se novamente com outra mulher e esqueceu-se da primeira esposa que foi “banida” da vida na corte imperial. Quando Constâncio faleceu, seu filho, Constantino assumiu o trono e concedeu a mãe lugar de honrarias e lhe deu o nome de “Augusta”, que era o maior título que uma mulher poderia receber na época. Cunhou nas moedas da época, a efígie de Helena. A santa ao ter acesso ao tesouro real, usava-o para ajudar os pobres e necessitados.

 

O imperador Constantino

 

No ano de 313, o imperador Constantino Magno teve que enfrentar um forte inimigo na época.  Em 27 de outubro de 312, avistou no céu as letras gregas X (Khi) e P (rho) que são as duas primeiras letras do nome de Cristo em grego. Junto a esse sinal, havia ainda uma cruz com a seguinte inscrição: “In hoc signo vinces” que significa “Com este sinal vencerás”. O imperador era pagão e sentiu-se inspirado por Deus a gravar esse símbolo nos escudos e na bandeira que seu exército usaria no dia seguinte em batalha.

 

Símbolo de Constantino

Representação do símbolo que o imperador Constantino avistou no céu | Fonte: iStock

 

A conversão

 

No dia seguinte da visualização do sinal no céu, Constantino venceu o exército inimigo que estava melhor preparado estrategicamente e com o exército em número maior. Santa Helena e o filho se convertem ao cristianismo, após essa grande vitória. Ciente que poderia perder batalha sem o auxílio do céu, o imperador decidiu proibir a perseguição contra os cristãos que acontecia há três séculos e registrou essa “ordem” no Edito de Milão. A partir desse edito, os cristãos se tornaram livres para propagar o culto ao Deus único e verdadeiro.

 

A busca pela cruz de Cristo

 

Ao chegar em Jerusalém, Santa Helena “derrubou” símbolos hereges, principalmente um templo pagão que estava sobre o Santo Sepulcro. Ao escavar esse lugar, qual foi a surpresa nos achados: encontrou-se três cruzes.

 

Segundo a tradição, ao se deparar com os três madeiros, sem saber qual seria a de Jesus, Santa Helena teve a inspiração de trazer os doentes da cidade. Ao tocar na primeira cruz alguns ficaram curados e outros não. Discerniu que seria a cruz do “Bom ladrão”; na segunda cruz, todos que tocaram não obtiveram nenhuma cura. Entenderam que era do “Mau ladrão.” E todos os doentes que tocaram na terceira cruz foram curados e Santa Helena entendeu de que se tratava da cruz de Jesus.

 

Igreja do Santo Sepulcro

Interior da Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém | Fonte: iStock

Há também outra versão da história: a santa ao ser avisada que o bispo Macário havia localizado o sepulcro de Nosso Jesus Cristo em Jerusalém, decidiu peregrinar para a Terra Santa e acompanhar as escavações. Há, porém, controvérsias sobre a data exata em que essa viagem ocorreu. No site do Vatican News, há a afirmação de que aos 78 anos, após Constantino mandar matar o seu próprio filho, o neto de Santa Helena, ela fez a peregrinação à Terra Santa. Como mulher piedosa, ordenou a edificação da Basílica da Natividade na cidade de Belém e a da Ascensão no Monte das Oliveiras. Sem saber entre inúmeras cruzes encontradas, qual era a Cristo, encostou fragmentos da cruz em uma mulher doente que se curou imediatamente e discerniu que aquele madeiro se tratava da Cruz do filho de Deus.

 

O desejo da santa, era que pedaços da Cruz de Cristo pudessem ser espalhados pelo mundo todo como relíquia. Os fragmentos da Cruz de Jesus foram trasladadas para Roma e se encontram na Basílica da Santa Cruz de Jerusalém em Roma.

 

Santa Helena morreu em 329, com 80 anos de idade e rapidamente a fama de santidade ganhou notoriedade pelo mundo. Os seus restos mortais repousam no Vaticano.

 

Até o Concílio Vaticano II (1962-1965), o dia 3 de maio, era a data em que se celebra a Exaltação da Santa Cruz, pois, afirmava-se que foi nesse mesmo dia que Santa Helena encontrou a cruz de Nosso Senhor. Após a reforma litúrgica, estabeleceu-se a data de 14 de setembro para essa celebração.

 

A santa de hoje é padroeira dos arqueólogos, convertidos, pessoas que estão em crise no casamento e das imperatrizes.

 

Santa Helena, rogai por nós!

 

Vanusa da Silva, da Rede Século 21


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